LAC IGF 6 – Dia 1

Antes de mais nada desculpem os erros ortográficos, o texto, ainda está sem correção.

A chegada e Córdoba foi boa, nenhuma surpresa maior. Mas para não perder o hábito, aqui vai uma dica: quando vier a Argentina,  o seu destino não for Buenos Aires, sempre retire sua bagagem para proceder com o reembarque. Quando sai de João Pessoa, a TAM me garantiu que a bagagem seguiria direto para Córdoba. Quando cheguei em Buenos Aires não me preocupei, sai da área de desembarque e me dirigi ao balcão da LAN para fazer o check-in. Lá soube que minha bagagem tinha que ser retirada por mim mesmo e que ela não seguiria para Córdoba sozinha. Fui forçado a voltar e buscar a mala. Fica a dica.

A outra surpresa foi falha minha mesmo. Ao consultar o clima de Córdoba não prestei atenção e recebi os dados de outra cidade, a espanhola, onde a temperatura mínima seria de 18 graus. Imaginem a surpresa quando o piloto anunciou a temperatura de 9 graus. Depois esfriou ainda mais, chegando a -4. Ainda bem que eu decidi, no último momento, trazer roupa de frio.

A última grata surpresa foi me encontra com os amigos Cecconi, Chris e Juliano no voo de chegada a Córdoba. Esse foi uma daquelas sincronicidades que fazem bem a alma. Infelizmente o voo original deles, em Buenos Aires, foi cancelado, obrigando-os a ficar esperando o próximo voo, que era o meu. Adoro essa galera 🙂

O networking é base fundamental de qualquer encontro, o primeiro contato foi com Venezuela e Colômbia. Desculpem por não lembrar os nomes, mas não recebi cartões de visita dos dois, então já viu.

Como sempre o credenciamento toma mais tempo do que o esperado e provoca atrasos na programação do evento. Tínhamos que inventar uma forma de otimizar esse procedimento. Ideias?

A programação detalhada do evento está disponível no site do evento em http://www.lacigf.org/pt/lacigf6/agenda.html o que eu vou tentar é descrever os trabalhos da melhor forma possível, dentro de minha limitação de tempo, entendimento e compreensão dos temas abordados. Espero fazer um bom trabalho.

Abertura

A mesa de abertura está composta pelos organizadores. Algo bastante informal e direto, basicamente uma apresentação sobre o conteúdo e como a grade está composta buscando viabilizar a representação multi setorial.
Foi explicado que a definição dos temas a serem tratados foram escolhidos de forma democrática pela escolha direta dos aticipantes pelo site do evento. Esse parece ser uma tendência interessante, vide o FISL, que já faz isso a alguns anos.

A preocupação com a liberdade da internet parece ser recorrente nos discursos de abertura. Vigilantismo, privacidade e politicas publicas que garantam a segurança na internet estão contemplados eem todos os discursos, até mesmo na demagogia dos representantes dos setores comerciais e governamentais.

Acesso e diversidade: a Internet como um motor para o crescimento e o desenvolvimento sustentável

Sr. Alejandro Vidal – Telefonica de Argentina
Deixa claro que eles tem prestado muita atenção aoos IGF´s e os encontros sobre governança

Sr. Alejandro Acosta – Professor de la Universidad Nueva Parta de Venezuela

A dinâmmica parece ser a discussão de diversos sub-tópicos. Abaixo alguns comentários sobre cada um:

* Custo de conexão
* Expanção de acesso
* Inteerconexão regional
* IPV6

Sr. Alejandro Vidal comenta sobre o crescimento sustentável, definindo que o importante atender as demandas atuais sem comprometer o futuro, ou seja, é necessário otimizar os recursos da Internet. O crescimento das conexões móveis cresceu demais  chegando quase a atender toda a humanidade. O discurso vala sobre sustentabilidade, busca estabelecer uma relação positiva com a natureza e o meio-ambiente e como lidar com isso. Supostamente a Internet consegue otimizar uma série de eventos que consomem menos recursos naturais, como reuniões que podem ser feitas on-line, reduzindo as emissões de carbono.

Minha opinião é que se trata de um discurso para desviar a atenção do foco principal.

Ele cita o encontro da ITU em Dubai no ano e 2012, referenciando o tratado definido naquele encontro. Ele comenta de que se trata de um tratado feito na esfera governamental, e não de forma multi-setorial. O que parece não atender as necessidades gerais da população.

Concordo com essa parte, mas acho que o desagravo se deve ao tratado não ter atendido aos anseios das telefônicas.

Outros membros compõem a mesa para levar as discussões mais adiante.

Sr. Juan Gonzales – CUBA
O questionamento é se necessária a criação de regras elementares de controle da Internet que deveriam ser respeitados por todo so Mundo, ou isso não é necessário? O uso que damos a Internet reflete a nossa cultura regional ou estamos deixando a massificação da cultura dominante tomar conta?

Ariel  – ARGENTINA

As grandes dominam, Telefônica, Claro e outra européia ou norte americana. Compõem o espectro as operadoras locais, estatais ou privadas. E finalmente estão as TV´s a cabo que também dão acesso a Internet. Mas quem é o responsável por levar a internet a maioria dos locais? Quem mantém o sistema funcionando? Quem são os que definem os preços a serem cobrados?
Soberania é outro ponto fundamental, como estabelecer que a conexão não tenham que ir para além de nossas fronteiras, para garantir que os dados sejam mantidos dentro da região, reduzindo os custos e garantindo privacidade e portanto, soberania.
Os pontos de troca de dados são fundamentais, ou seja, não deveria ser necessário que os dados tivessem que ser enviados para tão longe. Isso afetaria diretamente o preço e a qualidade do serviço de conexão. O objetivo, talvez, não fosse reduzir valores diretos, mas melhorar a qualidade das conexões pelo mesmo valor.

Outro mediador que não consegui o nome.

Comenta sobe os Planos Nacionais de Banda Larga, que vem sendo implementados em diversos paises como iniciativas mistas, públicas provadas para tentar baratear o acesso a Internet.

Julian Cassabuenas – COLÔMBIA
Comenta que se deveria incentivar o uso de redes wifi comunitárias que além de baratear as conexões promove a ampliação da rede de acesso, especialmente em áreas geográficas de difícil acesso.

Comentários do Púlico

* Como estimular as redes comunitárias?
* Redução de custos pelo desenvolvimento tecnológico do hardware
* Criticas a presença de uma companhia telefonica na mesa do debate
* Garantia de privacidade
* A economia na criação de Pontos de Troca de Dados regionais é de 30% de acordo com uma pesquisa feita no Brasil
* Como se faz inclusão social das mulheres neste novo mundo conectado?

Divisão do público em dois grupos

– Infraestrutura
– Conteúdos

Eixo Conteúdo

Como criar conteúdo local, regional?

O desenvolvimento de conteúdo local é fundamental, pois não importa, realmente, onde hospedar o conteúdo, mas sim qual conteúdo é produzido. Liberdade de expressão, conteúdo e desenvolvimento social.
Alguns governos tem maior capacidade de investir e manter infra-estruturas computacionais subsidiadas para o mercado, e isso define onde o conteúdo termina sendo hospedado. Como os paises da América Latina vão enfrentar o desafio de manter seus dados locais. Uma ideia é agir de forma continental conjunta como bloco e não de forma individual, independente.

Fiz uma interjeição falando da importância de usar software livre e redes sociais federadas e seguras para produzir e manter conteúdo local. O malefício de usar software privado e redes sociais devassas, que retro alimenta o ciclo de exploração tecnológica.
Inclusive fiz um apelo para que não se usem as redes sociais devassas.

Várias interjeições sobre como a Internet serviria como um motor de desenvolvimento da região. Abaixo listo as principais ideias geradas na reunião.

A discussão é que tipo de impactos a ferramenta Internet geram, exemplos negativos onde o uso da Internet segrega ainda mais as elites das bases, então o resultado geral é ruim.
A ferramenta tem que ser devidamente apropriada pela sociedade, para que seja fomentado o seu uso para criar as oportunidades de desenvolvimento social e econômico. O exemplo dos pontos de cultura no Brasil, que realizaram inclusão social de qualidade enquanto existiram. Ficou a crítica pelo seu desativamento.
O governo peruano enfatiza o seu plano de inclusão digital das comunidades indígenas andinas, em seu país. Levar iniciativas como essa para mais locais.
Um dos problemas é que os representantes que vem aos fóruns de discussão são sempre os mesmos. Como incluir novas pessoas nestas discussões.
A dicotomia da regulação da Internet: se não tem regulação não evolui mas quem regula?

Encerrado esse fórum.

A plenária final da primeira manhã reportou o resumo das duas oficinas.

Frank La Rue, Relator de Libertad de Expresión de las Naciones Unidas

Permitir certos níveis de autoritarismo parra garantir alguns direitos é um erro. Não se deve fazer concessões, pois se não desvrituamos a essência da liberdade, abrindo espaço para regimes autoritários.
Temos que aceitar que existem ameaças sociais como terrorismo ou o crime organizado. É certo que o estado tem que intervir, mas o problema está no método escolhido. O problema é quando a polícia ou o exército toma para sí, sem definição democrática, então temos caraterizado o autoritarismo. É fundamental que a intervenção não seja arbitrária, mas que seja democrática. Um exemplo claro é o Nazismo, quando cria o perfil de separação da população, diferenciando os direitos humanos. Esse tem que ser amplo, irrestrito e igualitário.
A privacidade tem que ser defendida, mas também a transparência das ações dos governos democráticos. Isso sim impediria o ataque aos direitos humanos, que é a base de uma sociedade justa.
Apenas as sociedades que conhecem bem seu passado, serão capazes de construir corretamente seu futuro.
É melhor educar as novas gerações para lidar com a Internet, do que proibir o anonimato na rede, porque somente ele permite a denúncia segura de sistemas autoritários.

Segurança: marcos legais, regulatórios e outros em matéria de spam, hacking e cibercrime

Dafne Sabanes – APC Sociedad Civil

Thiago Tavares – SAFERNET

Comenta sobre a cooperação técnica no setor bancário que reduziu em 70% as fraudes do setor. Apenas 2% dos dados ilegais reportados na Internet estão hospedados no Brasil. A redução do SPAM tem sido um sucesso devido à gestão da porta 25 ela iniciativa do CGI.
Há novos projetos de lei no Brasil que tem criado novas situações de risco estabelecidos pelo judiciário brasileiro, que tem permitido acesso direto a dados de usuários da Internet, que agride a privacidade de dados.
Há uma polarização muito forte entre governo e sociedade que tem inibido o avanço das discussões necessárias. 

Carlos Marines – LACNIC

Segurança é normalmente apresentada baseando-se em premissas falsas, como não pode haver segurança cm privacidade oou como a liberdade de expressão ameaçam a segurança.
A segurança é baseado no bom relacionamento entre sociedade, polícia e governo. Em resumo educação cidadã.
Há de garantir a estabilidade da Internet e de sua infra-estrutura é uma questão básica de segurança. Essa infra-estrutura tem haver com as antenas e questões físicas, mas também o protocolo que se usa nas comunicações.
O esgotamento do IPV4 e a entrada em vigor do IPV6 adicionam novos riscos e questões, pois a sociedade como um todo quando começa a entender a associação entre um endereço IP e uma pessoa, isso mudará completamente.

Rafael Ibarra – CLARA

É importante ter em mente que as mesmas ferramentas que são usados pelas pessoas comuns, são as mesmas utilizadas
pelos criminosos digitais. Está claro que isso causa graves problemas de segurança, pois dificulta separar uns dos outros.
O dilema entre segurança e privacidade é uma dicotomia muito vigente, como no discurso do Presidente Obama, onde ele diz que não pode haver 100% de segurança, nem 100% de privacidade.

Renata Avila – Guatemala

Adverte sobre o uso de Sooftwares Privativos, como Word e Windows e redes sociais privadas que tem backdoors e que ameaçam a soberania e a inteligência de cada país. Como garantir a privacidade d dados sensíveis se há esse uso.
Um outro perigo é como os governos tem compartilhado dados pessoais com empresas e outros países e essa relação exige a devida atenção. Pois a privacidade social como um todo precisa de garantias.

Miguel Morachimo – Ipenderecho

Os delitos computacionais no Perú tem sido tema de diversas discussões. Especialmente as ameaças ao setor financeiro e bancário. Parece haver quadrilhas especializadas que agem a partir do país. Alguns projetos de Lei tem sido apresentados numa tentativa de regulamentar essas questões digitais. Um deles tenta regulamentar que não é necessária autorização judicial para quebrar o sigilo dos usuários da Internet. Assim a liberdade de expressão está sob ameaça.

Aberto o microfone para participação do auditório

Fiz uma interjeição sobre o recadastramento biométrico feito pelos governos da América Latina e pelo Judiciário Brasileiro, que desobedece a lei e obriga as pessoas a fazer o registro das dez digitais e ter uma foto digital tirada.
Diversos outros comentários importantes falando sobre o excesso de regulamentação e o despreparo do judiciário para lidar com isso.