FISL 2015 sem Ubuntu

Sou fã do FISL! Estive lá em quase todas as edições. As mais memoráveis foram a primeira em 2000 e a 10ª quando o Presidente Lula esteve presente. Sem nenhuma hesitação de parecer “puxa-saco” posso afirmar que o FISL é o melhor evento de Software Livre do mundo! E olha que eu tive a sorte de ter podido participar de eventos em muito lugares deste planeta. O Software Livre nunca me deu muito dinheiro, mas certamente me deu muitas possibilidades de conhecer locais fantásticos e pessoas maravilhosas.

Em algumas edições fui como convidado e em outras fui bancando do meu bolso mesmo. Nele fiz irmãos, reafirmei algumas amizades, perdi outras, expus projetos, fiz palestras, cuidei de estande, basicamnente fiz de tudo nesses 16 anos que se passaram, inclusive não ir.

Faz uns anos percebi que todas as maquinas utilizadas na organização do evento usam a distribuição Ubuntu. Este é um pedido formal para que o FISL dê um passo em direção ao Software Livre e some-se à iniciativa do #FLISOLsemUbuntu e opte por usar uma outra distribuição. De preferência uma das homologadas pela FSF.

As razões já forma expostas disversas vezes, mas não custa relembrar:

Ubuntu foi a única distribuição GNU/Linux que instalou a partir de outubro de 2012 software malicioso para coletar dados de seus usuários sem dizer nada a ninguém. Isso é antiético, imoral e vai de encontro a todos os princípios do Software Livre. Só isso deveria bastar, mas a Canonical deixou claro em sua defesa sobre o spyware que instalou secretamente, que ações desse tipo são normais no mundo corporativo e que não se arrependia. E ainda tem mais: criticou diretamente a Free Software Foudation (FSF) e o Richard Stallman por terem exposto o problema ao público “da forma como fizeram”.

Então se unirmos os dois problemas- software não livre + comportamento contrário ao Software Livre – qual é o motivo que leva o Ubuntu a ser a distribuição GNU/Linux usada no FISL? Facilidade, praticidade, compatibilidade? Se sua resposta for qualquer uma dessas, lembre-se: esses são argumentos do Open Source e não do Software Livre. O objetivo primário é defender a liberdade.

Depois do apoio do Richard Stallman à recomendação do Coordenador Geral do FLISOL no Brasil, Thiago Paixão, de não instalar Ubuntu durante o evento, acredito que a ASL deve ter feito algum tipo de comversa interna para debater o tema. Acredito nisso porque acredito no compromisso da ASL e do FISL com o Software Livre.

Então ASL? 2015 será o ano do #FISLsemUbuntu?

Saudações Livres!