Open Source não é Software Livre

Open Source’ não é ‘Software Livre’. Confundir ‘open source’ e ‘software livre’ prejudica o software livre. Artigo originalmente publicado em Inglês, na OpenSource.com. Tradução de David Jourdain e publicado na Linux Magazine 25.

Nota do tradutor: Desejo chamar a atenção para o fato que o autor deste artigo é conhecido como um dos grandes defensores do Open Source, perante grandes empresas americanas, e já ministrou palestras pelo mundo, apresentando os benefícios da adoção do Open Source mas, neste artigo, revela que ele mesmo estava errado e que, hoje, defende uma clara distinção entre ‘open source’ e ‘software livre’, para o bem do software livre!

Autor: John Mark Walker – Tradutor: David Jourdain

No universo Open Source, usar termos como FLOSS (Free / Libre e Open Source Software) é comum e representa uma confusão casual dos termos open source e software livre, que são frequentemente usados de forma intercambiável. Eu seria negligente se eu não admitisse também que eu fui culpado de também ter feito isso. Não vou mais fazer – ou, pelo menos, tentarei não fazê-lo – por uma simples razão: usar os termos de forma intercambiável é perigoso para os objetivos do software livre e dos defensores da mídia aberta (leia-se “anti-DRM”). Continuar esta prática é minar crenças que são fundamentais para o software livre e para o movimento associado a estes conceitos.

Software Livre tem a ver com liberdade
O software livre é um movimento social, com apenas uma pitada de interesses empresariais – existe no limiar entre a religião e a filosofia. O software livre é um modo de vida com um código moral forte. O cerne do espírito do software livre é a ideia de que todos devem ser capazes de usar, modificar e compartilhar, com uma limitação definida que você não pode modificar sem compartilhar. Esta é a origem do meme “software livre é um vírus”, que faz com que a licença GNU/GPL (em inglês) pareça especialmente assustadora para algumas pessoas de negócios. Abraçar o software livre é também abraçar a cultura do compartilhamento, que é algo ainda muito distante para a maioria das empresas. O ponto central do software livre era minar a ordem existente dos fornecedores de Unix’s proprietários e impor princípios de compartilhamento. E quando se trata de abraçar essa liberdade, é difícil adotar a cultura e a filosofia do software livre sem reconhecer também a luta incessante por dispositivos desbloqueados, formatos de mídia abertos, neutralidade da rede e segurança de vigilância privada e governamental. Para o resto deste artigo, vou usar “Software Livre” como abreviação para todos esses movimentos.

Open Source é sobre algo inteiramente diferente: eficiência da cadeia de suprimentos
Quando eu escrevi há uma década que Não existe Comunidade Open Source (artigo em inglês), eu fiz a seguinte pergunta: “Por que os desenvolvedores liberam código open source?” Como se vê, existem boas razões para fazê-lo do ponto de vista de operações.

Abraçar o open source é adotar um modelo de desenvolvimento que utiliza uma cadeia descentralizada de suprimentos. Conforme modelo anterior, fornecedores de soluções proprietárias controlariam internamente toda a cadeia de suprimentos de software, e o modelo open source refuta diretamente essa abordagem. O modelo open source é sobre o uso de componentes comuns, de múltiplas origens, para alcançar maior eficiência e agilidade na criação de produtos e serviços, baseados em software.

Inicialmente, os projetos open source usavam muito software sob GPL, devido ao fato de que o projeto GNU foi iniciado cerca de 10 anos antes do primeiro kernel do Linux, e pelo menos 15 anos antes do termo open source ter sido cunhado. Quando o conceito do open source ganhou a imagem “business-friendly”, já havia um rico ecossistema de código GPL, para não mencionar uma cultura bem desenvolvida de compartilhamento.

Que agora exista uma tendência de novos projetos open source migrem para longe das licenças copyleft, do tipo GPL, para licenças “liberais”, do estilo Apache, não deveria ser uma surpresa. Em retrospecto, isso seria inevitável. Em um mundo definido por interesses empresariais e não pela filosofia, o compartilhamento forçado não faz sentido. Claro, alguém poderia argumentar que sim. Afinal, muitas empresas formaram ecossistemas rentáveis em torno de código sob GNU/GPL e Linux. Mas vamos supor que a maioria dos tipos de negócios não concordam com o compartilhamento forçado de cada bit.

No modelo open source do Apache, os desenvolvedores podem optar por liberar ou não suas modificações. Eles costumam fazer, simplesmente porque eles perceberam os benefícios de participar em ecossistemas open source, mas há muitos que às vezes não compartilham. Em um mundo open source, isso simplesmente não importa. Se o ponto de desenvolvimento open source é otimizar a sua cadeia de suprimentos e economias em escala, quem se preocupa com compartilhamento?

Vitória do Open Source
É importante lembrar que na “A Catedral e o Bazar”, Eric S Raymond especificamente chamou o modelo open source como superior, e que foi o início de uma grande divisão cultural: Open Source tem a ver sobre o desenvolvimento de um software melhor, já que “dado olhos suficientes, todos os bugs são banais”; E o software livre era sobre uma existência iluminada através do compartilhamento. O ponto de vista de que o open source era um modelo superior acabou sendo correto, já que o open source tornou-se o modelo preferido para a inovação tecnológica. Os processos de open source poderiam dar aos fornecedores uma vantagem competitiva, se usados adequadamente, e os princípios do open source poderiam permitir que os projetos funcionassem com mais eficiência.

Ironicamente, é esta impressionante vitória do open source – ou, pelo menos, a nossa interpretação – que apresenta uma ameaça real ao software livre. Quando esses termos são usados indistintamente, não há espaço para a nuance ou para a diferenciação. Assim, a vitória do open source se torna uma vitória do software livre, sem a menor questão de saber se isso realmente é o caso.

Mas o software livre realmente ganhou? Vamos considerar uma alternativa, que a vitória para o software livre parece muito diferente do open source. Se uma vitória do open source se assemelha a uma maior eficiência e a mais inovação em ecossistemas open source, como é a aparência de uma vitória do software livre?

Se o software livre “tivesse vencido”?
Se começarmos com a premissa de que o software livre é uma filosofia de compartilhamento e um código moral construído em torno disso, então o que significaria se a filosofia do software livre fosse tão bem-sucedida quanto os princípios do open source? Se eu sou correto que eles são diferentes, então certamente o sucesso desta filosofia e código moral se manifestaria de maneiras diferentes do que vemos agora.

Em um mundo no qual o software livre ganha, as arquiteturas de nuvens bloqueadas são dominantes? A maioria dos dispositivos portáteis seria proprietária e difícil de mudar? Seria difícil usar qualquer serviço em qualquer plataforma? Poderíamos facilmente entregar nossa privacidade às empresas de mídia? Por que, então, em um mundo em que o open source é hiper-bem-sucedido, todos os anteriores são verdadeiros? Se declararmos que o open source ganhou – e eu acredito que é seguro fazê-lo – como poderíamos possivelmente declarar que o software livre também ganhou? É aqui que a confusão de termos é ativamente tóxica. Ao usá-los de forma intercambiável, você está tirando o ar dos pulmões dos defensores do software livre em todos os lugares onde eles querem garantir o compartilhamento na nuvem, a liberdade na web, a igualdade de acesso à tecnologia e a privacidade aprimorada para todos.

Quando os defensores do software livre falam, muitos defensores do open source prefeririam que eles simplesmente se calassem e fossem embora. Eu estava numa conversa há alguns meses em que eu mencionei que precisávamos educar as pessoas sobre os princípios do open source. Erro meu. Veja o quê a confusão dessas duas coisas nos deu? Um executivo de tecnologia respondeu: “Nós realmente precisamos disso?” A impressão entre alguns defensores do open source é que, como o open source, o “mercado livre” cuidará disso, e não precisaremos nos preocupar com esse material filosófico. Assim, não há necessidade de pressionar os governos sobre padrões, privacidade e software livre, porque, caramba, a “mão invisível do mercado” estará nos guiando na direção certa. Com o sucesso do open source devido às tendências do mercado, até o mais leve movimento levaria a cultura tecnológica adiante. Ledo engano.

Além disso, não posso resistir a ressaltar que esse tipo de pensamento mágico é assustadoramente semelhante à teoria de Francis Fukuyama, em 1989, de “O Fim da História e o Último Homem” (nota literária, em português) (The End of History e The Last Man, edição em inglês) de que as sociedades e as nações do mundo estavam se movendo inexoravelmente para mais liberdade e mais democracia. E como, ao fim, isso funcionou para dois terços da população mundial?

O software livre é importante por si só
Nós corremos o risco de perder uma geração inteira para uma cultura de aluguel, não realmente possuir nada digital ou controlar os meios pelos quais podemos interagir com nossos meios de comunicação e dispositivos. Ao não adotar ideais de software livre, corremos o risco de minar o trabalho necessário feito pelos defensores do software livre. Os ideais de software livre requerem uma cultura de modificação e compartilhamento para manter nossos diretores de grandes empresas sob controle, algo que estamos perdendo rapidamente em plataformas modernas de nuvem, web e IoT. Se pudéssemos impor princípios de software livre, francamente, o mundo seria um lugar melhor. Eu não teria que usar uma plataforma específica apenas para que eu pudesse acessar serviços de tecnologia que eu paguei. Os alunos pobres de todo o mundo não enfrentariam mais obstáculos para oportunidades educacionais. As comunidades sub-representadas teriam mais poder para controlar seu próprio destino e criar comunidades de sucesso que poderiam alavancar suas iniciativas, como contraponto ao resto do mundo, que prefere instituir o status quo.

Devemos todos trabalhar para garantir que sejamos detentores das tecnologias em nossos dispositivos, detentores de nossas informações e que possamos defender nossa privacidade. Quem possui a informação que governa nossas vidas, possui os caminhos para nossos pensamentos e os mecanismos para futuros monopólios, algo que tem um impacto econômico real.

Bem, eu acho que eu não poderia ficar longe do argumento econômico. Afinal, ignorar a filosofia do software livre e seus ideais é arriscar a vinda de um futuro terrível, com limites impostos à liberdade de expressão, ao pensamento e, sim, ao comércio.


Autor: John Mark Walker – Diretor de Gerenciamento de Produtos na Dell EMC, além de ser responsável por gerenciar o desenvolvimento do produto conhecido como ViPR Controller, assim como também tem sido mantenedor da CoprHD open source community. Ele tem liderado diversas iniciativas open source, incluindo ManageIQ e Gluster, além de outras iniciativas.

Tradutor: David Jourdain – Membro fundador e moderador das listas em língua portuguesa da TDF. Formação na área de Computação. Por hobby, segue “mexendo” no Kernel Linux. Fluente em alemão, português, espanhol, inglês e retomou seus estudos em italiano. Foi professor universitário, ministrando disciplinas de Engenharia de Software, Engenharia de Sistemas, Construção de Sistemas Operacionais e Arquitetura de Sistemas Operacionais. Palestrante no Brasil, Chile, Argentina, Uruguai e Paraguai, ensinando sobre Kernel Linux e como organizar grupos de desenvolvedores e pesquisadores, com uso de software livre. Atualmente, também tem se envolvido em pesquisa aplicada para Video Broadcasting, com uso de ferramentas livres.

A counterrevolution to exterminate Free Software philosophy

OSI is a market strategy, coldly thought and carried out in a magnificent way, whose main goal is exterminate Free Software philosophy. When the market understands the meaning of Free Software philosophy, it’s reach and it’s consequences by hackers adoption, became clear that something has to be done. They can’t allow the digital revolution, the end user empowerment and the break on capitalist production method. The capital and it’s companies must keep it’s control over the market and costumers.

The main goal is reframe Free Software, make in it innocuous, impotent, powerless, just technical and whenever possible, replace it by Open Source. Free Software philosophy would thereafter, gradually exterminating it’s original meaning

Methods are many and acts on multiple fronts with different subjects. On this article I’ll try to show how the strategy was carried out. So, take a deep breath, open your mind and follow me.

OpenSource Initiative

Founded in February 1998 by Eric Raymond and Bruce Perence https://opensource.org/history,, so 15 year latter than GNU Project and 7 years latter kernel linux get in the GNU operating system. Many distributions already warrant an easy way to install and distribute Free Software. Therefore Free Software philosophy was already being broadcast with the software itself. So they must to react as fast as possible.

Lets take a look on the terms of Open Source definition:

  1. Free Redistribution
  2. Source Code
  3. Derived Works
  4. Integrity of The Author’s Source Code
  5. No Discrimination Against Persons or Groups
  6. No Discrimination Against Fields of Endeavor
  7. Distribution of License
  8. License Must Not Be Specific to a Product
  9. License Must Not Restrict Other Software
  10. License Must Be Technology-Neutral

Fonte: https://opensource.org/osd-annotated

Read it again and try to find any social or political reference. In fact, it’s obvious how it’s seeks for neutrality, for cleaning, for technicality. No attempt to go beyond the code itself. They resume it on this sentence:

“The promise of open source is higher quality, better reliability, greater flexibility, lower cost, and an end to predatory vendor lock-in”

Quality, reliability, flexibility and cost… en at the end the no vendor lock-in. Even so, it didn’t mention freedom not once. Why?

Goodbye Free Software, Hello Open Source

February 8th 1998, Eric Raymond publish this little article called “Goodbye Free Software, Hello Open Source” where he explain a bit about OSI motivations. Read it yourself on http://www.catb.org/esr/open-source.html and the follow me here. I’ve found a couple of very interesting things:

  1. “Free Software” term makes a lot of corporate types nervous;
  2. Our commitment it with technical excellence;
  3. Everybody should change the term “Free Software” by “Open Source”. Open Source Software, Open Source Model. Open Source Culture….;
  4. Linus Torvalds was one of the very firsts to use the new term;
  5. Other great guys like Jon “maddog” Hall, Larry Augustin, Bruce Perence and Phil Huge also adopt the new term. Maddog still use FOSS until today;

Then there is no room for speculation: the main goal is replace “Free Software” by “Open Source” to please the market. This is how a counterrevolutionary organization born whose objective is introduce a new definition to software freedom, that’s begins with great names of the Free Software community converted to the new order. This people will spend the next two decades – almost – spreading and encouraging Open Source concept as the same time attacking Free Software Movement philosophy.

You can say that this is Eric’s personal opinion and it don’t reflects OSI’s. Well, I do think you have to be to much innocent to believe on it. Eric wasn’t a regular activist, he was OSI founder and his opinion was very important one. Having quoted by name all this great from the Free Software community proves that he spoke on behalf of the group. Last but not least: did you really expect to see a public document where OSI admits that this is the reason of it own existence is exterminate Free Software philosophy?

Methods

During the last two decades many methods was been applied to accomplish the mission. What all of it has in common are the half-truths to take the side of it’s interests.

  • Mix technical, legal and philosophical concepts

On the technical aspect, the access to the code and the collaborative development, Free Software and Open Source are the same. In the legal aspect, the licences, on 99% of the cases warrant the software 4 freedoms , making Free Software and Open Source identical. The major difference is the philosophical one, where Open Source rejects Free Software and try to replace it.

  • Repete that Open Source and Free Software are the same thing

This one take advantage of the natural hackers disinterest with social-political-ideological matters to spread that Free Software and Open Source are the same thing. This is one of those half-truths easy to believe on, because the differences are in the field of ideas ans not on the code itself. As Free Software concept most famous and already understood by the community, there is no interest to pint the differences, so as much spread that both are the same the better.

It is a way to sweeten the speech to the most brave Free Software philosophy advocates, but is specially efficient on the new ones. Those, on they firsts contacts with the software freedom universe get the message that Open Source and Free Software are identical no matter what.

  • Replace “Free Software” by “Open Source

As expected they use more and more the term Open to replace an reframe Free. Then the open word becomes synonymous to freedom. VIP speakers uses the term and communities and it’s principals get it fast and do the same because this is the way meritocratic societies work. Users group, softwares and conferences are built using the new term. OScon, Open Data, Open Knowledge, Open Hardware, OpenOffice, you name it.

  • Quantity is more than quality

The market share mantra has been repeated exhaustively. What matter is rise the number os users, even if they don’t understand well what software freedom is about. This is the financial argument being mucho more released than the freedom one.

  • Drop the GNU

Linus Torvalds didn’t create a operational system. Every body knows that Linux is a kernel. The operational system name is GNU. But is part of the strategy drop the GNU label. Remember Linus is one of the firsts do join to the new Open Source concept, so it’s not surprising when he says that “is ridiculous have to call the operational system GNU/Linux”.

It’s quite interesting realize that linux project is unde GPL licence, even so, Linus is a strong Open Source advocate.

There is no way to deny the strategical importance of removing GNU label from the operational system name. If the main goal is to establish a new brand and a new idea, the best way is eliminate the old one.

  • criticize Free Software ideology

Eric Raymond was always the most explicit, but the criticismo to the “movement ideology” has been huge like always. Arguments like “do code is what matters” shows the anti philosophical attitude. It’s like the Free Software Movement was just about do code. We need to remember that it’s main goal is the user freedom. Do code is important, but secondary.

Religious, party and economical nicknames are used recurrently to disqualify the philosophical importance of the movement. Shiites! Petists! Communists! They say.

  • Override market issues over philosophical ones

Economical and corporate issues became more important than the ideological alignment whit Free Software main goal. Quality and cost are shown as more importante advantages than users freedom, specially from the vendors lock-in. This kind of argument attracts the companies.

  • Systematic persecution of conservatives

Any one that oppose against Open Source terms must be excoriated. Personal accusations, community destroyer, agitator, communist, crazy, radical, Shia, etc… are welcomed nicknames. It’s not acceptable be against market interests, the capital and the freedom of choice.

This is the fascist brotherhood that make me create the term OSIst. They are Open Source advocates and work hard and conscious to extinct Free Software philosophy.

Consequences

At the beginning Free Software community believed on the benefits of heaving another group of users defending users freedom, even under a more pragmatic point of view. Arguments like smooth the speech to get corporate acceptance seem interesting. But “when you dance with the devil, you don’t change the devil, the devil changes you”.

  • Private social networks compliance

Companies like Google emerge using Free Software under Open Source label. Using legal loopholes, on GPL and OSI licences, they used and got all they wanted. Specially because basically they do Saas – Software as a service and don’t distribute copies of it softwares, so it don’t hurt GPL V2. This was celebrated as prove of Open Source quality and then as a model that should be copied and expanded. Quickly almost all Free Software communities all around the world start to feel right using Google solutions, it’s e-mails, discussions list, on-line drives and all the set of tools. The cherry cake was when Android arrives.

Once activists where coopted by Google facilites, have a Facebook and WhatsApp account didn’t represent any trouble. Then Free Software groups was no longer resistance centers out of market standards. It became just another activists group inside the big bubble of proprietary social networks.

  • Market unethical strategies acceptance

Companies that use ir invest on Open Source starts to behave like regular companies and start to use unethical strategies. The community reaction is the thermometer. The first explicit test was the spyware distributed by Canonical on Ubuntu 12.10. Despite the harsh criticism by FSF, most of users and communities believed that the fix to remove the spyware was enough.

It’s like the hidden activation of a spyware where a system bug and not a commercial strategy. Open Source people seem this issue just like that.

  • Moral relativism with non free software attached

The extent to which Open Source get stronger, Linus Torvalds decides increase the amount of bobs/drivers/firmwares non free on kernel linux. This increase make the kernel compatible with much more devices since there is no need to do reverse engineering. All you have to do is accept manufacturer terms. Ths sudden compatibility was celebrated by many, even knowing that means distribute more and more non free software.

Into the distributions, Ubuntu was precursor with no shame to install this non free drivers without inform users. The best example of this kind of thing is Android. More than 85% of smartphones market uses linux kernel to run mostly non free softwares.

  • Geometrical hypocrisy increase of community exponents;

Free Software Movement exponents, slowly, aligned with Open Source precepts. By using Google non free software tools, by using Apple devices, by accepting proprietary blobs on kernel, by taking operational system name change, by adopting Tux – Linux mascote – as Free Software symbol, by the furious criticis at Stallman. By all of it together.

Major confirmation of it is FLISOL – Festival Latinoamericano de Instalación de Software Libre which became a Ubuntu Install Fest. This activists truly believe they are spreading Free Software but they are perpetuating OSI perception with it  market complacency.

  • Gradually IT companies became closer at Open Source 

Big companies analyse risks to take advantage decisions. Open Sources grown adoption shows that Free Software subversion term already took place. There is a no risk perception and the gain to it business adopting the collaborative production model, it’s quality and lower production costs.

Open Source works like a tool to strengths it market positions, so it’s look nothing like the original Free Software ideas, that is ensure users freedom.

Recent Facts

  1. Linux Foundation release a animated 6 episode documentary to tell Linux history. GNU word is no mentioned once. It is very notorious how they confuse, deliberately, kernel and operational system. http://www.linuxfoundation.org/world-without-linux
  2. On a recent TED interview Linus Torvalds said “Free Software is how we use to call Open Source back then”. Its a loud and clear message: do not say Free Software, say Open Source. Its like Open Source was Free Software evolution. At 00:04:09 https://www.youtube.com/watch?v=2CGbyz8UzCY
  3. Except FSF, nobody else seems to critique the huge increase of proprietary software on linux kernel. It seem that the possibility to remove them is good enough.
  4. It’s not unintentionally that “Microsoft ♥ Linux”. Now that Linux is the operational systems name and it’s ideological bias is pro market, the it’s safe to love Open Source. https://blogs.technet.microsoft.com/windowsserver/2015/05/06/microsoft-loves-linux/

Sure you can disagree with all of it and call me a conspiracionalist. That was everyone said when we talked about Google reading your emails. That was everyone said when we alerted about lobal surveillance. That was everyone said when we alert about communities getting week when it migrated to proprietary social networks. That was everyone said when we alert about Free Software conferences being losing it’s philosophical alignment.

OSI is a market strategy, coldly thought out and ingeniously

OSI é uma estratégia de mercado, coldly thought out and carried out in a masterly way, whose objective is exterminate Free Software philosophy.

And it is succeeding.

Liberte um GNU – Portador da Suíça para o Brasil

Se você é ligado em tecnologias livres certamente sabe que o notebook dos sonhos de um verdadeiro ativista do Software Livre é o ThinkPad X200. O fato dele permitir a substituição da BIOS pelo libreboot e ter assim o conjunto mais livre que se pode ter hoje no mercado é demais!

Um ativista brasileiro que vive na Suíça tem um e decidiu doá-lo a alguém que possa fazer bom uso dele.

Em reconhecimento ao trabalho militante de base que o Dauscaker vem fazendo no rio Grande do Sul, queremos que ele seja o mais novo dono de um lindo X200 100% livre!

Mas precisamos muito de um portador, ou seja, alguém em trânsito entre a Europa e o Brasil. Claro que o ideal seria um que fizesse o trecho Suíça -> Porto Alegre e que estivesse disposto a carregar consigo um segundo notebook.

Será que encontramos um GNUzinho para nos ajudar nessa empreitada?

Saudações Livres!