LinuxWorld – Dia da palestra

O Moscone Convention Center esta dividido em duas partes, sendo uma de cada lado da 4th Street. De um lado estão concentradas as palestras e do outro a Feira de exposição. Depois do registro na sala de palestrantes, do lado das palestras Maddog tinha uma série de reuniões para cumprir e somente poderia me encontrar as 14:45 na sala onde fariamos nossa apresentação as 15:30.

Então decidi “bater perna” e conhecer a exposição. Logo na entrada já comecei a perceber a organização do evento: quatro pessoas fantasiadas ( e bem fantasiadas ) de pinguim desejavam boas vindas e distribuiam propaganda. Uma vez dentro não consegui encontrar a exposição. Pedi informações e descobri que o evento ficava no sub-solo… na verdade o espaço reservado para exposição é no subsolo do prédio. Uma super estrutura.
O acesso é feito por uma escada rolante super alta e logo na decida já deu para perceber a magnitude ( sim, a palavra “tamanho” não seria suficiente para descrever ) da exposição. Todos as principais companhias do mundo estão presentes. Cada uma com um Stand maior, mais colorido e mais repleto de tudo que você puder imaginar relacionado ao Software Livre. IBM, HP, Oracle, Intel, AMD, Silicon Graphics, Dell só para citar as mais famosas. Nem sinal da Microsoft este ano, quem sabe cansaram de levar pedradas nos anos anteriores.

Comecei a andar pela feira para ver as novidades. Percebi que se formavam pequenas filas na frente de quase todos os Stands: mas porque? O seu crachá é um cartão plástico igual ao de cartão de crédito, inclusive com a tarja magnética. Quase todos os stands oferecem brindes de todo tipo, revistas, bolas de stress ( sim aquelas molinhas para ficar apertando ), ventiladores de mão, iô-iô, camisetas, DVD’s, revistas, chaveiros, pinguins de borracha e muito mais.

Todos os expositores tem um leitor de cartão e para receber seu “brinde” basta passar o cartão no leitor. Até parece que se esta comprando alguma coisa com cartão de crédito, mas com a certeza de não receber a conta no final do mês 🙂
O que acontece é que as informações fornecidas no momento da inscrição não são disponibilizadas para os expositores. Mas obviamente eles tem todo o interesse de ter seus dados e seu e-mail. Quando se passa o cartão você esta passando suas informações pessoais para a empresa e os brindes são para atrair a maior quantidade de gente possível.

Outra coisa legal é que tem uma loja do evento vendendo todo tipo de camisetas, camisas e jaquetas com o logotipo do evento, além de pinguins de pelúcia e bótons. Obviamente os preços não são nada convidativos para nos Brasileiros. Uma simples camiseta custa US$ 15,00, ou seja, R$ 45,00. Nada barato.

Durante a caminhada vi os standes da FSF, Fedora, Linuxquestion, VmWare, CodeWares, Linux Jornal, Linux Magazine, até que me dei de frente com o stand da LTSP – Linux Terminal Server Project, do já conhecido Jim Mc Quillan que me recebeu muito bem, inclusive me convidando para ir jantar com ele e a “trupe” do LTSP em um Restaurante Cubano.

No demais a feira ficou meio tediosa, pois não há realmente grandes novidades. O Gnu/Linux e todos os programas livres estão sendo usados para fazer qualquer coisa, em todas as áreas. Me restou andar pela feira e pegar alguns brindes.

As 15:20 eu estava na porta da sala definida para a nossa apresentação. Uma vez mais imaginei que teria publico nulo ( no diário da minha viagem à França tive uma palestra sem audiência, ou seja, não houve palestra ). Aos poucos o público foi chegando e quase tivemos lotação esgotada.

Comecei a palestra dizendo: – “I want to tell you that, I believe that I speak english. Of course, you don’t have to agree.” ( Eu acho que falo inglês, é claro que vocês não precisam concordar. )

A palestra foi super bem e confesso que fiquei bem surpreso ao perceber que o público conseguia entender o que eu estava dizendo.

Casos de sucesso foram citados e é claro que os problemas também.
Ufa!!! Como diz o poeta: tudo termina bem quando acaba bem. Se não acaba bem, é porque ainda não terminou. O poeta é Vinicius de Moraes.

Na hora combinada me encontrei com os amigos da LTSP e fomos juntos de táxi até o tal restaurante cubano. Cha Cha Cha é o nome do restaurante, da para imaginar um nome mais americano para um restaurante caribenho? Se pediu de tudo para que todos pudessem experimentar de tudo. Calamares, camarões, feijão com arroz ( cubanos também comem muito feijão com arroz, mas com um tempero bem diferente do brasileiro ), asinha de frango, cogumelos….

Para beber pediram “Sangria”, é claro que é uma sangria completamente diferente da sangria brasileira. Basicamente vinho e “club soda” ( algo que parece com um refrigerante ), misturados com pedaços de maçã. Um horror… mas fazer o que? Brindes para que te quero. 🙂

No restaurante conheci um norueguês muito legal e conversamos muito. Acabou o jantar e todos foram dormir. Eu disse todos? Bem, o norueguês, um outro amigo americano e eu decidimos andar um pouco e fazer um “tour etílico” pelos bares das redondezas.
Não dou os nomes deles porque simplesmente não me lembro dos nomes deles…. hehehehhe, terminamos em um bar chamado Doctor Bombay. No bar tive uma grande surpresa: Nancy, a barman ( ou neste caso deveria ser barwoman ) morou dois anos em Rio de Janeiro e quando viu a bandeira brasileira na manga da camisa polo do Katatudo, disparou a falar em português comigo. Nancy é muito simpática, parece que absorveu um pouco da latinidade quando viveu no Brasil, mas mesmo assim é uma americana típica.
Depois de várias cervejas fomos dormir. Mais um dia “finito” ( terminado ).

Interpelação finita transversa ( isso não significa nada).

Acordei um pouco mais tarde no dia seguinte e Maddog já havia saído. Percebi que sobre o criado mudo que fica entre as dias camas, haviam dois pedaços de papel higiênico com forma cilíndrica de quem tinha tapado os ouvidos.

Quem conhece bem Maddog sabe que ele ronca muito. Algo como 4,3 la escara de terremotos. Sabendo disso me precavi e consegui protetores de ouvido para poder dormir. O fato é que ele vem me acusando de perturbam o sono dele porque eu ronco muito…. heheheheh. A verdade é que devo estar morrendo de saudades de Roberta e por isso meu sono deve estar desviado. Segundo Roberta eu ronco muito pouco.
Nesta luta de David contra Golias, eu tenho dormido “muito bem obrigado”. E Maddog tem tido noites terrível. Como um bom alienado, não há nada que eu possa fazer. Como um bom amigo deixo aqui minhas desculpas. 🙂

05/08/2004