Primeiro dia de IGF 2012

Estes são os acontecimentos do primeiro dia de evento em si. Pela manhã, a partir das 11:00 houve a cerimônia de abertura. Autoridades palestraram de forma demagógica sobre seu compromisso com a liberdade a importância da Internet, valores democráticos e todo aquele conjunto de meias-mentiras típicas dos que precisam agradar os nefastos interesses e os ouvidos dos supostos representantes da candura humana.

Depois do almoço, começaram de fato os trabalhos. É claro que nestes relatos só poderei descrever os workshops dos quais participei e a minha linha de interesse passa pelos direitos humanos, privacidade, direito autoral e toda sorte de catalizadores e barreiras à liberdade na Internet. Portanto, se você é do tipo moderado ou cnservador, recomendo cautela ou até mesmo que não continue lendo.

Sessão das14:30 – Empowering Internet Users – which tools?

O painel discorre sobre técnicas utilizadas para mobilizar as pssoas a participar de ações pró sociedade. Os exemplos utilizados foram as campanhas contra SOPA e PIPA que tiveram massiva participação on-line, inclusive de grandes portais como Google e Facebook. A campanha consistia em bloquear o conteúdo do seu próprio site, para fazer o público perceber os riscos desses projetos.

Na mesa de debatedores havia um representante do Google que foi questionado sobre vídeos removidos do Youtube por ordem judicial, e como criar mecanismos para que a população em geral possa contrapor sua vontade às iniciativas jurídicas das corporações que obrigam a retirada de conteúdo do ar. Para variar a resposta foi evasiva: nós estamos fazendo o que é possível. Em minha avaliação o interlocutor do Google falou muito, mas disse pouco. Sempre evasivo e enaltecendo as qualidades de sua empresa e passando por cima dos verdadeiros problemas. Eu sei que isso parece óbvio, mas se supõe que este é o espaço certo para o debate e não para a “rasgação de seda”.

Até onde percebo é ótimo ter grandes portais funcionando como catalizador de grandes mobilizações sociais, mas e como será quando eles não aderirem ou não ajudarem?Como fazer comque as propostas corporativas como SOPA e PIPA sejam realmente compreendidas pela sociedade conectada. Elas são tão complexas e cheias de detalhes que mesmo os mais entendido não conseguem captar toda sua extensão.

O representate da Google foi diretamente questionado sobre a posição do Google no que tange a neutralidade da rede. Ele falou de tudo, da autonomia de cada país, do nível de saturação das redes, sobre provedores de internet na Alemanha, mas não deixou clara a posição. Mais uma vez, a técnica da “Saída espetacular pela esquerda” foi utilizada.

Em seguida João Carlos Caribé fez uma explanação sobre a situação atual do Marco Civil da Internet, das consultas públicas, da participação popular e se há outros casos similares em outros países. Os detalhes desse tópico são bastante conhecidos no Brasil e não pretendo discorrer sobre o tema neste relato. Aos interessados no assunto, basta procurar na Internet sobre o Marco Civil da Internet no Brasil.

No momento adequado fiz a seguinte pergunta:

Será que o Google e os demais participantes percebem um movimento global e coordenado pelas forsas conservadoras em derrubar a neutralidade da Internet e sua liberdade? Afinal de contas iniciativas na França, Alemanha, Estados Unidos, Brasil e outros países tem surgido quase que ao mesmo tempo e com o mesmo objetivo.

A resposta básica é que não há essa ideia real de conspiração ou movimentos coordenados, mas sim um crescimento dos acessos mundiais e participação popular, levando a regulmentações parecidas ao redor do mundo. Foi a resposta da representante da Electronics Frontier Foundation. Já o representante do Google foi enfático em dizer que não. Caribé, do movimento Mega, considerou que há sim uma possibilidade disso ser verdade.

Minha segunda pergunta, que está abaixo, não foi feita. Infelizmente não houve tempo disponível.
E quando Google, Facebook, Twitter e outros mega portais não concordarem com o que a sociedade conectada acredita que é certo?

A segunda sessão da tarde foi Digital Citizenship: Can It Translate in the Face of Language. Cultural & Economic Differences?

A sessão anterior passou do horário e inviablizou minha participação plena na segunda rodada de workshops. Apesar disso ainda participamos do fim da sessão.  A discussão foi sobre se o termo “Digital Citizenchip” era correto ou não. O mas interessante foi ver a opinião da juventude. Diversos garotos e garotas de diversos paises como Inglaterra, Noruega, China e outros foi muito elegante e contundente. Me chamou a atenção sobre a não presença de latinos.