Chegada a Baku

A viagem foi longa, muito longa. Eu não me considero mais uma pessoa ordinária no aspecto físico, mesmo fazendo exercícios regulares e no áuge do condicionamento, a viagem consegui me detonar. Saindo de casa no dia 02 logo depois do almoço, e chegando em Baku 36 horas depois, não foi fácil lidar com o JetLeg e a canseira geral. Mesmo os amigos que vieram do Rio e São Paulo, também sofreram.

A chegada foi protocolar como sempre, e apesar de estarmos em um país pertencente ao antigo bloco soviético a simpatia e atenção de todos chamou nossa atenção. Depois de feitos os procedimentos para conseguir o visto o desembaraço foi rápido e as malas chegaram perfeitamente. Inclusive o translado funcioneu muito bem e fomos levados aos nossos hoteis.

O caminho entre o aeroporto e o hotel chama a atenção pela modernidade, limpeza e cuidado com os detalhes. Avenidas super largas com cinco ou mais vias de cada lado, canteiros perfeitamente organizados, nenhum lixo nas ruas e todos os cuidados para parecer uma metrópole moderna, nova e rica. Ficou aquela sensação de “onde esconderam a pobreza”?

Apesar dela não estar visível parece óbvio que ela deve estar em algum lugar. Quando descobrir, informo.

Carlinhos Cecconi, João Carlos Caribé e eu estamoshosedados em um pequeno hotel na cidade antiga, uma área com acesso controlado que guarda os prédios antigos e monumentos da velha cidade medieval de Baku. Apesar do cansaço decidimos que deveríamos aproveitar nosso primeiro dia em Baku, no qual não tínhamos obrigações profissionais, para beter perna e conhecer os entornos da cidade velha: a torre da donzela, o velho palácio, o mercado de artesanato, o calçadão do Mar Cáspio e a Praça das Fontes. Percebe-se, a todo momento, a integração entre o novo e o antigo. O melhor exemplo são as Torres de Fogo, que se sobresaem na paisagem como se naves espaciais tivesse acabado de pousar. Incrível.

Em breve estaremos iniciando nossa participação no IGF 2012 e sempre que der usaremos este espaço para deixar todos atualizados.

Um último lembrete: existem chatos em todo o mundo. Acabo de perguntar ao recpecionista do hotel se haviam ônibus para ir até o Baku Expocenter, onde acontece o evento, ele me respondeu que não sabia informar porque ele tinha carro. Parece que a simpatia Azerbaijana acordou de folga hoje.

Anahuac – @anahuacpg