A opção é de cada um?

Há de se ter algum cuidado com esse argumento de que “a opção é de cada um”. Em um mundo ideal, sem as pressões do mercado e sem as calhordas técnicas psicológicas utilizadas pelo Marketing, que te fazem sucumbir ao consumo, sem as necessidades sociais e com muito acesso a cultura e educação de qualidade, ai sim, seria uma simples questão de escolha.

Mas a verdade é muito, mas muito mais cruel. Avalie com cuidado e perceberá que a grande maioria de nossas escolhas estão baseadas, seja nas poucas opções disponíveis, seja na crença incutida pelo Marketing, de que suas únicas opções disponíveis são essas.

Sou da opinião de que quando uma opção pessoal causa danos ao coletivo, ela não deveria ser uma opção permitida. Sei que o exemplo é simplista, mas é como assassinato. A opção de cometê-lo ou não é de cada um, mas ela não será aceita pelo coletivo.

Um outro exemplo é o uso obrigatório do cinto de segurança. Quando uma suposta opção de cada um coloca o coletivo em perigo ou gera um custo desproporcional, seu direito de escolha deve ser limitado ou punido.

No mundo da tecnologia não é diferente. Os grandes playes criaram essa consciência coletiva de que todos são livres para escolher ou não fazer parte de suas ferramentas fascistas e devassas, mas sabemos que não é bem assim. Ações de marketing e propaganda de massa, com financiamentos bilionários são os que fazem a “sua escolha” parecer certa, mesmo quando não é.

A rede Diáspora e todas as demais redes sociais livre e federadas vem exatamente para mostrar que há um contraponto, legal, bacana e com respeito.

Quem sabe assim a escolha, então é a certa?