Manifestos e nada mais!

Depois de passado o primeiro impacto do PRISM jogado na cara de todos, é hora de avaliar a gravidade e seriedade do monitoramento ostensivo feito pela NSA com a conivência da Microsoft, Apple, Facebook, Google e algumas outras empresas menos importantes. É claro que a culpa é da NSA, a agência de inteligência dos USA, mas a conivência também é crime, fazendo dessas empresas tão culpadas ou mais do que o próprio governo norte americano. Veja bem, a NSA não te prometeu sigilo ou garantia de privacidade. Já essas empresas juram, assinam e garantem total sigilo e proteção dos seu dados, exceto para traçar perfis de consumo.

É claro que a maioria dos usuários desses serviços devassos, pouco se importam com a privacidade de seus dados. A premissa é “não tenho nada a esconder, então qual é o problema que me monitorem?”. Se houvesse uma forma simples de explicar o quanto isso está errado, eu o faria. Esse é o discurso que os agentes de monitoramento usam historicamente para poder invadir a privacidade alheia. Na época das ditaduras militares na América Latina esse era o slogan utilizado pelas forças torturadoras para invadir a casa de quem deseja-se, na hora que bem entendessem. Se era um “cidadão de bem” não havia o que temer. O problema está na definição de “cidadão de bem” e de quem a cunha. Nos tempos modernos a falácia ganhou requinte e status: quem não se deixa monitorar é paranoico, está à margem, não é “cool”. Esse fenômeno também é percebido quando se trata de licenças de software. Ninguém paga, ninguém viu, não se toca no assunto, e se você o fizer, imediatamente é desqualificado como paranoico ou desajustado. Não se trata do que você pode mostrar ou não, mas o que outros jamais deveriam ver e saber. Especialmente governos e empresas. É simplesmente poder demais.

Infelizmente desse status não se imunizaram nem mesmo os bastiões brasileiros da privacidade computacional. Todas as representações da sociedade civil organizada que lidam diretamente com TI, utilizam as tais ferramentas e redes sociais devassas e se agarram a elas como sendo a única forma concreta de fazer suas mensagens atingirem o grande público. O argumento de que é necessário estar onde todos estão é muito perigoso porque implica em dar suporte direto, mesmo sem perceber, a aqueles que são alvo de sua militância. O monitoramento e invasão de privacidade é exatamente o negócio do Facebook, por exemplo. Combater essas ações é combater o próprio Facebook. Então usar essa rede devassa, para militar pela causa da privacidade e respeito aos direitos digitais, é absolutamente inócuo, porque ao fazer o trabalho de mobilização, mantém-se as pessoas às quais se quer ajudar, presas em uma rede social que faz o exatamente o oposto. A metáfora que me veem á mente é: convocar um congresso sobre higiene no meio de um Lixão a céu aberto. Faz sentido?

Com os cidadãos comuns completamente convertidos pelas facilidades e joguinhos de fazendinha das redes sociais devassas, e com os ativistas cibernéticos paralisados pelo receio de perder seu canal de comunicação, estamos seriamente ameaçados de não reagirmos de forma contundente ao escândalo do PRISM. Estamos na eminência de dar carta branca ao governo e às empresas estado-unidenses para que nos monitorem cada vez mais e de forma cada vez mais acintosa. Até o momento, organizações sociais e empresariais que se dizem ultrajadas pela iniciativa da NSA tem se limitado a fazer manifestos, cartas de repúdio e entrevistas para a mídia. Algumas, mais afoitas, consideram fazer abaixo assinados para pressionar os congressistas dos USA a tomar medidas legais, mas isso só se aplica para os cidadãos norte americanos, se vierem a ter algum tipo de efetividade. Honestamente eu duvido disso. Aqui no Brasil, sequer isso.

E ações concretas? Nenhuma. Até este momento, absolutamente nenhuma. Nem uma única organização civil, nem mesmo no seio do Movimento do Software Livre, expressou de forma pública e concreta nenhuma reação prática de oposição ao NSA, nem às empresas envolvidas. Nenhum tuitasso sequer. Há vozes sopradas ao vento, como a minha, tentando trazer algum combustível para inflamar o debate e buscar alternativas, mas parece claro que não há interesse de nenhuma das partes em mudar a situação. Por um lado os usuários continuam felizes em suas bolhas de monitoramento. Do outro estão as empresas, que obviamente não dão a devida seriedade ao caso. E no terceiro lado estão os ativistas convertidos, que insistem que usar as redes e sistemas proprietários devassos, é um mal necessário e o meio para atingir as massas.

Este é um momento histórico. O ano em que a rede inteira, em que cada cidadão conectado, decidiu se deixar monitorar de forma ampla e irrestrita. E em sendo assim qual é o sentido na militância pela privacidade e democratização da Internet? De que adianta lutar pelo marco regulatório ou Marco Civil? Se cidadãos, ativistas e empresas concordam em conviver de forma harmônica, onde os conectados são o produto, os ativistas fazem de conta que não veem e as empresas faturam. Qual o sentido em tentar garantir qualquer direito digital?

Se o Marco Civil servir para levar mais cidadãos para as redes devassas e suas aplicações proprietárias, será que ele vale a pena? Se a neutralidade da rede servir para que mais empresas que não respeitam qualquer privacidade possam explorar a Internet e nos fazer cada vez mais dependentes, será que vale o esforço de implementá-la? Se os representantes da sociedade civil organizada são coniventes com as redes devassas e seus métodos, acreditando que mais vale usá-las do que enfrentá-las, será que vale a pena tê-los? Se toda a resistência feita, forem post em blogs e abaixo assinados digitais, será que podemos sequer, chamá-la de resistência?

Até agora apenas manifestos e nada mais!

#soquenao

Saudações Livres!

@anahuacpg
anahuac@joindiaspora.com

Jogaram PRISM no ventilador

Interessante como o tempo passa e as teorias da conspiração vão se mostrando verdades incontestáveis. É claro que estou me referindo ao escândalo do PRISM, onde o governo dos USA admite que sua agência de inteligência tem acesso direto, irrestrito e em tempo real às bases de dados de todos os principais “players” da Internet e das companhias telefônicas dentro e fora de suas fronteiras. Resumindo, Google, Microsoft, Yahoo e Facebook permitiam que suas ideias fosses vistas “em tempo de escrita”, ou seja, enquanto você às redigia on-line.

É claro que elas tentaram negar, mas depois da declaração do “Obamis” confirmando, reiterando, justificando e defendendo os atos de escrutínio, as negativas não tiveram qualquer credibilidade. Então, caro leitor, será que você não está devendo um pedido formal de desculpas para aquele seu amigo ou conhecido que você chamou de doido, conspiracionista, paranoico ou radical? hein? Sentindo aquele friozinho chato que da no estômago quando se esta redondamente enganado sobre algo? Pois é, esse pode ser um excelente momento para rever seus conceitos. O tal amigo não quer suas desculpas verbais, lembre-se ele é um radical. Ele quer que você mostre seu arrependimento tomando uma atitude! Mas qual?

O nome do sistema – PRISM – me remeteu diretamente ao meu cursinho pré-vestibular. Um certo dia de manhã estava na aula especial de matemática onde o professor dizia que tangenciar significava “tocar” em apenas um ponto. Já no curso de física o professor falava sobre a refração da luz quando passava por um prisma. Ele discorria sobre as propriedades do ângulo de 45°, onde a luz sairia do prisma, sobre a face do mesmo, e ele descreveu essa posição do raio de luz como “tangenciando a face”. Imediatamente aquilo não parecia correto. Afinal de contas tangenciar era tocar em um único ponto, e aquele desenho no quadro, onde a luz passava por cima da face do prisma, tocava infinitos pontos. Questionei e fui surpreendido com o tom arrogante e desdenhoso do professor: “as coisas na física são diferentes do que na matemática” me disse ele. Foi preciso uma discussão que interrompeu a aula naquele dia, para que o professor admitisse que a física baseia-se na matemática e portanto não poderia subverter esse conceito. O que é certo é certo.

Desde que o PRISM veio à tona percebo a indignação geral como uma espécie de despertar. É como se todos os alertas, desde o Patriot Act, do Bush, passando pelas lendárias ações do CARNIVORE e todas as palestras do Stallman, tivessem sido em vão. As pessoas não queriam acreditar que empresas com cara de boazinhas como Yahoo, Google e Facebook pudesse fazer esse tipo de coisa. Mesmo com todos sabendo, desde sempre, da colaboração entre o “Face” e o FBI. Mas as reações mais severas tem vindo de dentro do próprio povo norte americano e credito que isso se deve a sua própria arrogância. Enquanto fossem monitorados outros países, tudo bem, mas eles mesmos? Que ultraje, um absurdo, que horror, inaceitável! 🙂

Mas há uma parcela importante da sociedade que já suspeitava de forma concreta de todo esse monitoramento. Estavam bem inteirados. Tinham conhecimento de causa, conhecimento técnico e vivência nas trincheiras do combate às desigualdades sociais e dos desmandos das forças poderosas. Estou me referindo ao terceiro setor, às organizações sociais. Estas estruturas sempre se utilizaram da tecnologia como meio para fortalecer seu ponto de vista, arregimentar simpatizantes para suas causas, criar movimentos de catarse popular, tuitassos, facebookassos e demais! Afinal de contas ter boas ferramentas à disposição, gratuitas e com forte apelo popular é tudo de bom! Especialmente para essas empresas poderem monitorar a tudo e a todos, servindo como ponte para o solidário, humanitário, cristão e desinteressado governo dos USA!

Enquanto era só boato ou teoria da conspiração, então vamos usando. Não há como confirmar que o Skype grava nossas conversas, então vamos usá-lo para coordenar nossos movimentos de campanhas sociais. Vamos usar o Facebook para promover aquele movimento ou para combater a invasão de privacidade. Vamos fazer reuniões ativistas pelo Hangout (eu já fiz isso, por isso sei o quanto é maluco) do G+!

É claro que as redes sociais tem sua função e sua importância. Eu as reconheço bem. Mas nãos se podem usá-las a qualquer custo. Os fins não justificam os meios. Não para nós do terceiro setor. Nestes dias de debates acalorados um disse: “os que usam somente Software Livre tem que ser mais coerentes que os que não usam”. Concordo! E o que dizer dos vegetarianos, dos combatentes da corrupção, dos ecologistas, dos defensores dos consumidores, das liberdades cibernéticas, dos sindicatos? Igualmente. Porque faz parte do fardo de querer corrigir a sociedade ser desqualificado por qualquer falta, por menor que seja, de coerência.

Agora o rei está nu. E a sua nudez é pública, provada e comprovada. Não há mais dúvidas quanto ao monitoramento ostensivo e ativo do governo dos USA, usando essas empresas de tecnologia e telefonia, para saber da sua vida, das suas ações e das ações dos movimentos sociais organizados. Não foi acidente a CIA ter informado o Egito sobre a movimentação da tomada da praça Tahir, quatro meses antes dela acontecer. Esse tipo de poder não deveria estar disponível para ninguém e muito menos capitaneado pelos movimentos sociais.

Então este é um momento crucial e importantíssimo! Você e sua organização, movimento, coletivo, associação, sindicato, etc vai aceitar, sem reação, esse tipo de devassidão? Estou conclamando a todos para fazermos um movimento de reação organizada para esvaziar esses sistemas devassos! Vamos migrar para ambientes seguros, livres e que garantam sua privacidade. Sim isso é possível. Não temos que deixar de nos beneficiar das redes sociais. Apenas temos que saber usá-las para o bem do coletivo e não de algumas empresas e governos.

Abaixo segue uma tabelinha de opções:

A lista é muito maior e há alternativas livres e seguras para todas as necessidades.

Jogaram PRISM no ventilador. Espalhou para todo lado, respingou em todo mundo. Você vai se limpar ou não?

Saudações Livres!

@anahuacpg
Diaspora

 

 

Contra Ativismo

A organização civil que busca o contraponto aos desvios de conduta dos sistemas de exploração sempre existiu: sindicatos, associações, cooperativas e ONG, por exemplo. São fruto da percepção aguçada de alguns destaques, de mentes brilhantes e de espírito combativo. É provável que essas organizações sejam a tênue linha divisória que nos separa da selvageria do modelo de exploração pelo capital, como ocorreu, por exemplo no primeiro período da dita “revolução industrial”.

Os ativistas sociais trazem em si o sentimento crítico, a capacidade de perceber os meandros obscuros nas propostas dos podres poderes e uma disposição nata para combater as injustiças. Tomemos como exemplo os salvadores de baleias “Sea Shepard”, que arriscam suas vidas em missões de combate à pesca de consumo, disfarçada de pesquisa científica, promovida pelo governo do Japão, no Mar Antártico.

É óbvio que combater o “status quo”, seu marketing, os interesses, as lei de interesse restrito e a mídia vendida, que juntos atuam em equipe para sobrepor seu deturpado “way of life” exige um esforço e tenacidade que beiram o extremismo religioso. Por isso mesmo, não é raro serem eles taxados de Xiitas, extremistas, radicais, intransigentes, etc. Lembro bem da pecha de “eco-chatos” dados aos ambientalistas mais radicais.

Essa obstinação, pode levar a certos desvios de conduta, que para qualquer pessoa comum, seriam impensáveis. Tomar banho com meio balde de água fria, não comer nenhuma comida de origem animal, não vestir nenhuma pele ou não usar nenhum software proprietário. E para esses seres acima da média, não há exceções aceitáveis. Sua percepção da realidade entende o erro e não pretende dar-lhe margem para ser exercitado. Estou me referindo aos vanguardistas que preferem se vestir com um saco de batatas usado, feito do mais bruto algodão, do que vestir um casaco de couro. Há aqueles que preferem não ouvir a voz da mãe do que utilizar um programa privativo de voz on-line.

O esforço necessário para propagar seus ideias é tamanho que alguns desvios terminam parecendo necessários, aceitáveis ou até mesmo positivos. Quem sabe degolar uma dúzia de vacas em praça pública? Certamente chamaria a atenção da mídia para o maltrato dos animais. Quem sabe construir algumas bombas atômicas e desafiar a ONU? Bom, isso o ex presidente Bush já fez, e acreditem, ganhou um Nobel da Paz. O problema está na falta de coerência entre o meio e forma escolhidos para chegar a maior quantidade de pessoas possível e a causa defendida.

Richard Stallman sempre deixou claro que não importa a quantidade de usuários de GNU/Linux, mas a quantidade de pessoas que, realmente, entendem a filosofia social e política dos Software Livre. Então, enquanto a FSF e seus ativistas trabalharam muito para conscientizar e tratar sobre os temas relativos à liberdade, um outro grupo trabalhou com foco na adoção e uso dos Softwares Livres. O argumento de que era necessário criar um volume grande de usuários para, então, promover a consciência libertária faz sentido, mas está essencialmente equivocado. Não adianta criar uma massa de usuários que ignoram a importância dos que estão usando. Essas pessoas estarão sempre, a mercê do mercado, pois não estão cientes da importância de sua liberdade tecnológica. O melhor exemplo disso é a popularização do Android, que é um sistema operacional livre, mas que não tem ajudado a conscientizar as pessoas. Não é estranho ver usuários incautos de Android, comparando seus equipamentos com o iPhone ou iPad, sem nunca tocar no quesito liberdade.

Esse mesmo desvio de conduta faz com que ativistas, de todas as vertentes, acreditem ser aceitável abrir mão de sua privacidade e segurança, utilizando softwares privativos e redes sociais devassas. Traduzindo: Windows e Facebook, por exemplo. O argumento é que esse é um mal necessário para permitir que a maior quantidade possível de pessoas tenham acesso a sua mensagem. Mas esse é o um argumento falho por sua contradição, tanto quanto tocar fogo em um zoológico lotado de animais, para provar a crueldade de manter os bichos presos.

Então vamos tentar entender alguns desses erros de percepção:

1) Não me importo com o monitoramento ativo das redes sociais, os dados relativos ao meu ativismo pois essas informações são públicas e, portanto, não há nenhum problema se a CIA, FBI ou qualquer outra agência me monitorar.

2) Usar Windows e Skype é o que me permite manter contato com os demais ativistas e entidades. Se quiser fazê-lo tenho que usar ferramentas que são amplamente aceitas no mercado. E mais uma vez, não importa o monitoramento e gravação das conversas.

3) A minha preocupação não é com a ferramenta que uso mas com o resultado obtido. Essa preocupação com o uso de softwares livres e redes sociais devassas é infantil e inútil.

Esses argumentos revelam graves desvios de conduta, especialmente quando utilizados por ativistas sociais. O monitoramento ativo promovido pelas agências de inteligência, tem e terá efeitos devastadores no controle social e mercadológico. O custo de adquirir e manter atualizado o comportamento e ações de bilhões é absolutamente inviável, exceto se as pessoas o fizerem de forma proativa e gratuita. A maior ameaça é a capacidade de definir tendências de comportamento social, antecipando ações do povo, avaliando a aceitação de produtos e ou políticas intervencionistas. Ficção? Lembra da ocupação da praça Tahir no Cairo? A CIA a previu com três meses de antecedência. Permitir que os combatidos sejam capazes de ler, ver e ouvir, toda a sua comunicação e se antecipem às suas atividades e ações, é pouco inteligente e até mesmo perigoso.

Os fins justificam os meios, já dizia Maquiavel. Qualquer ativista sério dirá que essa não é uma política aceitável, como já exemplifique à exaustão, os meios importam e muito. A incoerência em si é um erro crasso, mas as implicações destas são nefastas pois se supõe que o ativista visa mudar o “status quo” e não ajudar a perpetuá-lo. Mas usando os softwares privativos e redes sociais devassas, qual é a mensagem que se está passando? Vanguardista, inovador, questionador? Ou conservador, convivente, inoperante?

Finalmente vem a desqualificação. É uma reação natural para os que querem impor sua forma de ver o mundo. Trata-se de minimizar a importância dos argumentos para justificar a perpetuação do erro. É, no mínimo, triste ver ativistas utilizando esse meio pernicioso, típico dos podres poderes, quando defendem suas ações. Basta lembrar de todos os meios de desqualificação promovidos pela Microsoft em relação ao software livre. Os defensores e membros do movimento foram taxados de “cabeludos irresponsáveis” – eles não conheciam o “cabelo” – imaturos, amadores, feios e muito mais. Ao perceber que não havia como evitar o avanço do Software Livre, decidiram separar, de forma sistemática, o técnico do filosófico. Transformam GNU/Linux em Linux.

Quando o ativismo usa meios errados para atingir o seu fim, ele não vale a pena. Trata-se de um tipo pernicioso de ativismo, porque leva à cegueira os convertidos desse ativismo. Esses convertidos não perceberão a incoerência, mas apenas, o “motivo maior” e estarão condenados a continuar errando e com isso alimentam esse erro.

Não se pode combater a corrupção, corrompendo. Não se pode combater a fome, deixando comida no prato a cada refeição. Não se pode defender os animais usando peles. Não se pode defender a privacidade, usando redes sociais devassas.

Não há ativismo sério usando Software Privativo. E agora não há mais a desculpa de que você não sabe disso.

Quando um ativista usa a desculpa do “temos que estar onde todos estão”, ele continua sendo um ativista? Ou foi convertido?

Saudações Livres
@anahuacpg